A ASSUFSM marcou presença no 4º Encontro de Mulheres da América Latina e do Caribe (EMALYC), realizado entre os dias 24 e 26 de julho, em Buenos Aires, na Argentina. Representaram a entidade a Coordenadora Jurídica e de Relações de Trabalho Gláucia Tassinari, a Coordenadora de Formação Política e Sindical Arlete Vieira e a Coordenadora Suplente Solange Pahim, além das TAEs Maria Dalva Moraes e Jiele Silva.
O encontro reuniu cerca de 1.300 mulheres de 19 países latino-americanos e caribenhos, além de aproximadamente 200 pessoas envolvidas na organização, consolidando-se como um importante espaço de articulação internacional em defesa dos direitos das mulheres, da democracia e da soberania dos povos.
Durante os três dias de programação, as participantes debateram temas como o enfrentamento à violência contra as mulheres, o mundo do trabalho, a participação política, o combate ao racismo, a saúde, a educação, as mudanças climáticas, a comunicação, os direitos das mulheres negras, indígenas, rurais, jovens, com deficiência e da população LGBTQIA+, entre outros.
As representantes da ASSUFSM, Arlete, Solange e Dalva, participaram da comissão que debateu o enfrentamento à violência contra as mulheres, ao lado de representantes do Brasil, Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, México, Peru e República Dominicana. Os relatos apresentados demonstraram que a violência de gênero permanece como um grave problema em todos os países participantes.
“Os relatos mostram que, mesmo em pleno século XXI, a violência contra as mulheres continua crescendo. Isso reforça a necessidade de fortalecer a organização e a luta coletiva para combater todas as formas de violência”, destacou a Coordenadora Arlete.
A Coordenadora Suplente da ASSUFSM, Solange Pahim, também destacou a importância da troca de experiências entre mulheres de diferentes países e da construção de redes de apoio para o enfrentamento à violência. Durante o encontro, ela conheceu a atuação do Movimento Olga Benario, que acolhe mulheres em situação de violência com abrigo, assistência psicológica, jurídica e social.
“O encontro mostrou que ainda precisamos avançar muito para garantir a participação plena das mulheres em todos os espaços da sociedade. Como sindicalistas, devemos apoiar iniciativas como o Movimento Olga Benario, que fortalecem a proteção, o acolhimento e o desenvolvimento das mulheres, além de ampliar nossa luta coletiva contra todas as formas de violência”, afirmou.
A TAE Jiele ressaltou a importância do intercâmbio entre mulheres negras de diferentes países. Conforme ela, esse espaço reafirma a importância da união entre mulheres de diferentes países para compartilhar experiências, fortalecer a luta contra o racismo, o machismo e todas as formas de desigualdade. O encontro, segundo Jiele, proporcionou grande aprendizados e inspiração para seguir com a força coletiva e com o compromisso de continuar contribuindo para a promoção da equidade, dos direitos das mulheres e da valorização das mulheres negras em nossos espaços de atuação.
“Foi uma honra representar as mulheres negras da ASSUFSM. O encontro reafirmou a importância da solidariedade internacional e do fortalecimento da luta contra o racismo, o machismo e todas as formas de desigualdade”, afirmou.
Já Dalva destacou que os debates evidenciaram a resistência das mulheres latino-americanas diante das diversas formas de violência, discriminação e exclusão social.
“As mulheres seguem sendo protagonistas na luta por direitos, igualdade e pelo enfrentamento à violência. O encontro reforçou a necessidade de construir uma sociedade mais justa, igualitária e livre de todas as formas de opressão.”
A coordenadora jurídica e de relações de trabalho da ASSUFSM, Gláucia, integrou a comissão “Mulheres e Trabalho”, que debateu os impactos da precarização, da terceirização, da informalidade e da uberização sobre a vida das trabalhadoras. As participantes também discutiram a valorização do trabalho de cuidado, a ampliação da participação das mulheres nos espaços de decisão e o fortalecimento das organizações sindicais.
“A participação da ASSUFSM neste encontro reafirma nosso compromisso com um sindicalismo que compreende que a luta das mulheres é indissociável da luta da classe trabalhadora. Construir um sindicato mais democrático, inclusivo e combativo também significa fortalecer a participação política das mulheres, enfrentar todas as formas de violência e discriminação e ampliar os espaços de formação, organização e solidariedade internacional entre os povos”, reafirma Glaucia.
Entre as principais propostas aprovadas estão a criação de protocolos de enfrentamento às violências nos espaços sindicais, o fortalecimento da formação política feminista, a defesa dos direitos trabalhistas e da seguridade social e a ampliação da solidariedade entre as mulheres trabalhadoras da América Latina e do Caribe.
Para a ASSUFSM, a participação no 4º Encontro reafirma o compromisso da entidade com um sindicalismo classista, feminista, antirracista e internacionalista. A troca de experiências entre mulheres de diferentes países fortalece a organização coletiva e amplia a articulação para enfrentar os desafios comuns vividos pelas trabalhadoras latino-americanas.
Ao final do encontro, foi aprovada a Declaração do IV EMALYC, documento que reafirma a defesa da democracia, dos direitos humanos, da soberania dos povos e da organização das mulheres como protagonistas na construção de uma América Latina mais justa e igualitária. Também foi definido que a próxima edição do encontro será realizada na Colômbia, em data a ser divulgada posteriormente.
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Texto com informações das delegadas representantes da Assufsm
Fotos: Arquivo Pessoal














