ASSUFSM | Associação dos Servidores da Universidade Federal de Santa Maria

Horário de atendimento: Seg – Sex: Das 7h às 11h30min  – 12h30min às 16h  

ASSUFSM se reúne com gestão da UFSM e debate demandas de aposentados(as), greve, RSC e inclusão

A coordenação da ASSUFSM se reuniu, na tarde desta quarta-feira (26), com a gestão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no gabinete da Reitoria. Participaram do encontro a reitora Martha Adaime, o pró-reitor de Gestão de Pessoas, Frank Casado, e a pró-reitora adjunta de Gestão de Pessoas, Paula Tronco.

Entre os principais temas discutidos estiveram a situação dos(as) servidores(as) aposentados(as), a aceleração na carreira e o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), além de demandas relacionadas ao período de greve, processos administrativos e políticas de inclusão.

RSC e aceleração de aposentados(as)

A situação dos aposentados foi um dos principais pontos da reunião. A ASSUFSM destacou a importância da aceleração na carreira e do RSC para os servidores(as) aposentados(as), defendendo que a Universidade dê atenção à demanda e facilite o acesso aos procedimentos administrativos.

A entidade explicou que a aceleração não resolve integralmente a reivindicação pelo reposicionamento dos(as) aposentados(as), mas pode reduzir perdas e melhorar a situação funcional de parte desses(as) servidores(as).

A ASSUFSM também relatou as dificuldades encontradas pelos(as) aposentados(as) para reunir documentos e protocolar os processos. Muitos(as) precisam localizar registros antigos de capacitação e outras informações funcionais que não estão disponíveis de forma tão simples nos sistemas utilizados pelos(as) servidores(as) da ativa.

Durante a reunião, a gestão explicou que a aplicação da aceleração às/aos aposentados(as) envolve uma questão jurídica mais complexa. Segundo o pró-reitor Frank Casado, a legislação não estabelece de forma expressa um procedimento específico para os(as) aposentados(as), o que exige cautela por parte da Universidade.

A gestão afirmou, entretanto, que não haverá impedimento para que os(as) aposentados(as) apresentem seus pedidos. A orientação é utilizar os mecanismos administrativos já existentes e reunir a documentação necessária para que cada situação possa ser analisada.

A possibilidade de criação de um tutorial para orientar os(as) aposentados(as) na abertura dos processos também foi discutida. A medida poderia facilitar o acesso aos sistemas e ajudar na organização dos documentos necessários.

Outro ponto destacado pela PROGEP foi a necessidade de analisar individualmente as aposentadorias. Conforme explicado na reunião, algumas atualizações de fundamentos legais podem ter repercussão financeira e, por isso, precisam passar por análise antes de qualquer alteração.

A ASSUFSM também reforçou que a discussão sobre o reposicionamento dos(as) aposentados(as) continua na pauta nacional da categoria e que o sindicato seguirá acompanhando os debates e buscando alternativas para ampliar os direitos desses(as) servidores(as).

Outras demandas


A ASSUFSM também apresentou demandas relacionadas ao período de greve, incluindo processos administrativos pendentes, documentos aguardando assinatura de chefias e dificuldades no registro de ponto.


No Hospital Universitário, foram relatadas situações envolvendo o sistema de registro de jornada, trocas de plantão e dificuldades para localizar documentos antigos. A gestão informou que os casos apresentados serão verificados.

Também foram discutidos atrasos na tramitação de processos relacionados à comissão de heteroidentificação e dificuldades para comprovar atividades e capacitações realizadas antes da informatização dos registros.

Cotas e inclusão


A reunião ainda tratou de políticas de inclusão racial e indígena. A ASSUFSM apresentou questionamentos sobre a convocação de candidatos indígenas aprovados em concurso, e a gestão informou que irá analisar a situação conforme as regras do edital.

Para a gestão, a política de inclusão precisa atuar em diferentes etapas: desde o ingresso na Universidade até a formação, qualificação e ocupação de funções de gestão. A proposta é ampliar gradualmente a presença de pessoas negras e indígenas na instituição, corrigindo desigualdades históricas no acesso ao serviço público.