A greve dos Técnicos Administrativos(as) em Educação (TAEs) alcançou a marca de 114 dias, mantendo a mobilização da categoria em torno de reivindicações relacionadas às condições de trabalho, valorização profissional e cumprimento de acordos firmados com o governo federal na greve de 2024.
Na manhã desta terça-feira(16), servidores realizaram uma ocupação da Reitoria da UFSM. Os manifestantes chegaram ao local por volta das 5h e permanecem ocupando o espaço. De acordo com representantes do movimento, os próximos encaminhamentos serão avaliados após uma reunião com a reitora, que ocorrerá na tarde dessa terça, às 14h, considerada decisiva para a definição das estratégias da greve nos próximos dias. Ouça a resposta do CLG a Reitoria da UFSM, sobre a chamada da reunião, clicando aqui.
Durante a ocupação da Reitoria, os manifestantes utilizaram cartazes para destacar críticas à gestão universitária e reforçar as reivindicações da categoria. Entre as mensagens expostas estavam pedidos pelo cumprimento da jornada de 30 horas para todos os servidores, respeito ao direito de greve e ao movimento dos TAEs, além da cobrança pelo cumprimento de acordos com aposentados. Os cartazes também destacavam a importância do trabalho técnico administrativo para o funcionamento da universidade, com frases como “a UFSM é feita de gente, trabalho e dedicação” e “coordenador descobre que curso não funciona sem TAE”. Outras mensagens questionavam processos de automação, a substituição de profissionais, a falta de servidoras em setores específicos e defendiam a universidade pública, afirmando que a educação não deve ser tratada como mercadoria nem orientada por interesses privados. As manifestações visuais reforçaram o papel dos TAEs na manutenção das atividades acadêmicas e administrativas da instituição, além de evidenciar as principais pautas defendidas pelo movimento grevista.
Além disso, o Comando Local de Greve (CLG) realizou a tradicional reunião do CLG na Reitoria para discutir os rumos do movimento. Entre os temas debatidos esteve a Convenção nº 1893 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), com análises sobre seus princípios e possíveis impactos nas discussões relacionadas aos direitos dos trabalhadores(as) e às reivindicações da categoria.
O movimento grevista também tem buscado fortalecer o diálogo com a comunidade acadêmica. Integrantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) participaram de conversas sobre a greve, promovendo o estreitamento dos debates entre estudantes e servidores(as). Segundo os participantes, o objetivo é ampliar a compreensão sobre as pautas da categoria e construir formas de apoio dentro da universidade.
Além do DCE, outras entidades e coletivos da instituição manifestaram solidariedade ao movimento. O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI), o Coletivo Indígena e o próprio DCE declararam apoio à greve, reforçando a importância da unidade entre diferentes segmentos da comunidade universitária na defesa da educação pública e dos direitos dos trabalhadores.
Com mais de três meses do movimento paredista, a greve dos TAEs segue como um dos principais temas em debate na universidade, enquanto servidores(as) aguardam os resultados das negociações e a definição dos próximos passos do movimento.
A mobilização também já ultrapassou o Arco da UFSM e tem atraído a atenção da imprensa. Veículos de comunicação externos já entraram em contato para acompanhar o movimento, entre eles o Diário de Santa Maria, a Rádio Medianeira e a TV Campus, ampliando a visibilidade das pautas defendidas pelos servidores(as).
Além disso, nessa manhã de terça, a Delegação da Assufsm, que está em Brasília e é composta pela TAE Sonia Molinari e pelos TAEs Cazer Machado, Eliseu de Oliveira e Aniceto Cabral, estiveram em atos, chamados pelo CNG, em frente à Casa Civil, para pressionar o governo a negociar com a categoria e cumprir o acordo de greve assinado em 2024. Veja o informes, clicando aqui.
Em breve, serão divulgadas mais informações sobre a mobilização na Reitoria. Confira as fotos dessa terça-feira (16), clicando aqui.
