Nesta sexta-feira (20), o movimento de greve dos(as) Técnico-Administrativos(as) em Educação (TAEs) da Universidade Federal de Santa Maria chegou ao seu 26º dia. As atividades iniciaram no lonão, com um espaço de debate voltado à Reforma Administrativa e seus impactos no serviço público.
Durante a atividade, foram abordadas preocupações com propostas que podem aprofundar a precarização das condições de trabalho e fragilizar o caráter público das instituições. Foram destacadas questões relacionadas ao Programa de Gestão e Desempenho (PGD) e seus possíveis impactos dentro do contexto da Reforma Administrativa, especialmente no que diz respeito à intensificação do trabalho e à adoção de métricas produtivistas. Os(as) presentes também trouxeram reflexões sobre o papel do Estado, ressaltando que a sua concepção não deve estar orientada pela lógica do lucro, reduzido a métricas exclusivamente quantitativas, sendo fundamental considerar a dimensão qualitativa do trabalho, especialmente nas áreas da educação e da saúde.

Ao final da manhã, a mobilização ganhou as ruas com a realização de um Ato Unificado em defesa da educação e da saúde públicas, reunindo Assufsm, Diretório Central dos Estudantes, Sedufsm e Sindiserf. A atividade ocorreu a partir das 11h30min, no Arco de entrada da UFSM, em um horário estratégico de grande circulação, ampliando o diálogo com a comunidade acadêmica e a população sobre os impactos da precarização e das tentativas de privatização dos serviços públicos.
Como parte da ação, houve uma intervenção temporária no fluxo de veículos na principal via de acesso ao campus, criando um espaço direto de conversa com motoristas e pedestres. Durante esse momento, foram distribuídos panfletos com as pautas do movimento, que incluem, além da defesa dos serviços públicos, a democratização da Universidade e a crítica ao aumento abusivo da tarifa de ônibus, reforçando a necessidade de garantir condições reais de acesso e permanência.
A ação foi construída coletivamente pelo Comando Local de Greve (CLG), fortalecendo a unidade entre diferentes categorias que atuam na Universidade. Além da defesa da educação e da saúde públicas, também foram destacadas durante o ato pautas como a democratização da Universidade e a crítica ao aumento abusivo da tarifa de ônibus, temas que impactam diretamente a permanência estudantil e o acesso da população aos serviços oferecidos pela UFSM.
Em nota, o CLG destacou o papel social da UFSM e reforçou que a Universidade é resultado da organização coletiva: “A UFSM não ‘caiu do céu’ e é feita por pessoas que se organizam para defendê-la e mantê-la firme e forte. Assufsm, DCE, Sedufsm e Sindiserf juntos em defesa da UFSM, contra a terceirização e pela valorização dos profissionais.”
O ato integrou o calendário de mobilizações da greve, reafirmando a importância da unidade na luta em defesa dos serviços públicos, da democratização da Universidade e de condições justas de acesso e permanência para toda a comunidade.
CONFIRA TODAS AS FOTOS DO ATO: https://www.facebook.com/media/set/?vanity=assufsm&set=a.1390746189764091


