Assembleia aprova Greve de 48h na próxima semana e adesão à greve por tempo indeterminado das federais

Em votação, maioria de técnico-administrativos e administrativas em educação aprova Greve de 48h nos dias 2 e 3 de outubro, e adesão à greve por tempo indeterminado das federais. Essa foi a principal deliberação da Assembleia da categoria que aconteceu na tarde de quinta-feira (26), no Auditório Wilson Aita.

Cerca de 130 pessoas se reuniram, na tarde de ontem, para a Assembleia Geral convocada pela Assufsm, dentre elas técnico-administrativos em educação, docentes e estudantes. A expressiva participação mostra a preocupação da comunidade universitária com a política de cortes e retrocessos do Governo Bolsonaro. Diante de tantos ataques está sendo construído nacionalmente no setor de comunicação, um movimento paredista de greve e mobilizações nas Universidades e Institutos Federais.

Durante a plenária, a categoria reforçou a importância de construir nesse momento, uma luta unificada em defesa da Educação. Para a categoria, o projeto FUTURE-SE, apresentado em julho de 2019 pelo Ministério da Educação sinaliza o objetivo do Governo Bolsonaro de desmonte ao ensino público, gratuito e de qualidade.

Em regime de votação, a categoria aprovou, em maioria, a adesão às 48h de greve geral, nos dias 2 e 3 de outubro, e a greve por tempo indeterminado das federais. O movimento, que está sendo construído por diversos setores da Educação é contra os sucessivos ataques do governo à Educação, entre eles, o projeto Future-se, os cortes de recursos nas IPE (Instituições Públicas de Ensino), do CNPQ, da CAPES, do PNAES e do FUNDEB; a intervenção do governo na escolha dos dirigentes das IFE (Instituições Federais de Ensino); a militarização das escolas e a retirada de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Agora, a decisão ainda precisa passar por nova plenária da Fasubra para dar início a mobilização.

Ainda, ao longo da assembleia, a categoria debateu sobre o contrato firmado com a Unimed. Como tradicionalmente acontece, em maio de 2019, foi proposta a repactuação do plano, por parte da Unimed. Após rodada inicial de negociação, a operadora de saúde entrou em contato com a Assufsm notificando a extinção do contrato num prazo de 60 dias, para aqueles que aderiram ao plano até 1999.

O advogado Heverton Padilha, da Wagner Advogados Associados que representa a Assufsm explicou que estes planos, anteriores a 1999, não são regulamentados pela Agência Nacional de Saúde. Diante disso, o que a Unimed está fazendo é propor a extinção destes e realocar os usuários e usuárias a contratos mais recentes. O advogado informou que a ideia agora é dialogar com a operadora de saúde para reabrir as negociações e evitar os prejuízos.

“O que definimos nesta assembleia sentar novamente com a unimed, buscar a reativação da negociação. Eventualmente com outra porcentagem de reajuste para esses planos especificamente, com o reconhecimento de retroatividade desses valores e com o devido parcelamento disso. Até para que se tenha, pelo menos momentaneamente, a manutenção desses planos, evitando prejuízo”, contou o advogado Heverton Padilha.

A partir de agora, convidamos e todos e todas técnico-administrativas em educação a estarem atentos ao Espaço Sindical (programa de rádio da Assufsm) – de segunda a sexta-feira das 12h30 às 13h – que todas as atualizações e desdobramentos do assunto serão transmitidos por lá.

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