CORONAVÍRUS: A quarentena e o aumento de casos de violência contra a mulher

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, a ONU, realizou um apelo, em vídeo (ver aqui), pedindo que mulheres e crianças sejam protegidas durante a pandemia do COVID-19, em suas casas. Conforme António Guterres, o isolamento aumenta a violência contra a mulher. O secretário também pediu o estabelecimento de “sistemas de alerta de emergência em farmácias e lojas de alimentos”, os únicos locais que permanecem abertos em muitos países.

“Infelizmente, muitas mulheres e crianças estão particularmente em risco de violência exatamente onde deveriam ser protegidas. Nas suas próprias casas. É por isso que hoje apelo por uma nova paz em casa, nas casas, em todo o mundo”, afirmou o secretário.

Foto: Divulgação

Guterres afirmou, também que nas últimas semanas, à medida que as pressões econômicas e sociais e o medo aumentaram, o mundo vive um surto de violência doméstica. 

A integrante da Sempreviva Organização Feminista (SOF), Maria Fernanda Marcelino, realizou uma análise, onde diz que as mulheres integram, também, o grupo mais vulnerável economicamente, devido à  estarem em empregos mais precários e informais, ou aquelas que sobrevivem com até um salário mínimo, de aposentadoria, de trabalhos domésticos ou prestadoras de serviço. Dentro desse grupo, é ainda maior o risco de vulnerabilidade de mulheres indígenas, negras e imigrantes.

Em geral, as mulheres também são as responsáveis por prover o sustento de suas casas e familiares.

“Além de pensar na garantia de ter o que comer, ainda enfrentam a batalha de fazer a casa funcionar. Isso é uma tensão, um estresse”, conclui a integrante da SOF. 

Nas últimas semanas, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, se observou um aumento de 50% de denúncias da violência contra a mulher. 

“Peço a todos os governos que tomem medidas para prevenir a violência contra as mulheres e forneçam soluções para as vítimas, como parte dos seus planos de ação nacional contra a covid-19”, acrescentou António Guterres.

Em casos de violência doméstica, a Brigada Militar pode ser solicitada por meio do telefone 190. A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, em Santa Maria, também pode ajudar nos atendimentos pelo contato (55) 3222-9646, e fica localizada na Rua Duque Caxias, número 1.169. 

Texto: Com informações da ONU, da Agência Brasil e Brasil de Fato. 

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