Live especial da Assufsm marca o Dia de Luta e Paralisação da classe trabalhadora

O Dia Nacional de Mobilização, Paralisação e Greve do Serviço Público ocorreu na quarta-feira, 24. Também chamado de Lockdown em Defesa da Vida e dos Direitos, o dia foi marcado por diversas reivindicações da classe trabalhadora. O setor de comunicação da Assufsm realizou uma Live Especial Unificada, na data, com representantes de diversas frentes de luta (ver aqui).

A Live teve mediação da Pedagoga e Técnica-administrava em Educação da Universidade Federal de Santa Maria, Loiva Chansis, e da Jornalista da Assufsm, Stéphane Powaczuk. 

A Coordenadora Geral da FASUBRA, Vânia Gonçalves comentou que a vacinação para todos e todas foi uma das principais pautas do dia 24. Também reforçou que nesse período, além da retirada de direitos das e dos trabalhadores, a postura do governo frente a pandemia está matando a população.

O Tesoureiro da Sedufsm, Leonardo Botega, afirmou que o funcionalismo público não se mobiliza apenas para reivindicar melhorias salariais. De acordo com ele, o dia 24 representa uma luta pelo bem comum e pela sobrevivência da população.

“Nós renunciamos a morte e a perda de direitos. Sempre estaremos ao lado da população. Vamos em frente pela vacina e pelo SUS. Viva a Universidade Pública”, declarou Botega.

O membro da Associação de Pós-Graduandos da UFSM, Maurício Fanfa, lembrou ainda que a precarização e a falta de investimentos em saúde e tecnologia tem consequências no momento atual de pandemia. Para o doutorando, superar a crise demanda construir um setor de ciência e tecnologia forte, robusto e apoiado pela população. 

A Servidora Pública Estadual e Diretora Tesoureira do segundo núcleo do CPERS – Santa Maria, Dgenne Ribeiro, também participou da Live. Ela denunciou as diversas jornadas que as e os trabalhadores da educação realizam no trabalho remoto.

Para Dgenne, desde o golpe de 2016, o governo retira direitos, aprova reformas e faz cortes de investimento na saúde, na ciência e na educação. Ela destaca que o dia 24 foi uma luta contra essa precarização do serviço público, e pela necessidade da vacina, do auxílio emergencial e do lockdown.

O Estudante de Direito e Coordenador do Diretório Central das e dos Estudantes (DCE – UFSM), Luiz Eduardo Barbosa, contou que o movimento estudantil organizou uma Jornada de Lutas da Juventude. No dia 30 de março ocorrerá a campanha Vida, Pão, Vacina e Educação com ações em defesa da vida, da vacina, do auxílio emergencial, da educação pública e da ciência.

O Presidente do Sindicato dos Comerciários de Santa Maria, Rogério Reis, pontuou sobre a defesa da garantia de direitos das e dos trabalhadores do comércio. Segundo ele, durante a pandemia, o Sindicato lutou pelo afastamento do grupo de risco, pela não suspensão dos salários e pela vacinação em massa. O Presidente ainda reforçou a pauta do transporte coletivo na cidade, que além de deficitária, também é um risco diante das aglomerações.

A Assistente Social da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) e TAE da UFSM, Tânia Flores, finalizou a Live lembrando que a paralisação é um dia de reflexão. Ela afirma que o governo faz diversos ataques à classe trabalhadora, principalmente na pandemia, com o negacionismo e os cortes na saúde pública. Por fim, convocou todos e todas para somar na próxima mobilização, dia 1 de abril.

A luta do dia 24 espalhou-se pelo país com representantes de diversas frentes. O espaço da Live Especial da Assufsm buscou reunir alguns dos e das trabalhadoras e dirigentes de centrais sindicais de Santa Maria. A partir do debate e diálogo foi possível perceber o encontro de diversas pautas, e a necessidade de uma luta unificada das e dos trabalhadores em defesa da vida de toda a população brasileira.

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