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100° dia de greve: Categoria debate situação do curso de Odontologia e reforça defesa do movimento

Na manhã desta terça-feira (02), a greve dos(as) Técnico-Administrativos(as) em Educação (TAEs) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) completou 100 dias de mobilização. As atividades do dia iniciaram com a reunião do Comando Local de Greve (CLG), espaço em que foram compartilhados informes gerais e discutida a agenda das próximas mobilizações da categoria.

Em seguida, às 10h, no lonão da greve, ocorreu uma reunião com a gestão do Centro de Ciências da Saúde (CCS), que contou com a participação da diretora Maria Denise Schimith, do vice-diretor William Schoenau e da coordenadora do curso de Odontologia, Wâneza Hirsch. O encontro teve como pauta a discussão sobre a essencialidade do curso Odontologia.

Durante o encontro, o Comando Local de Greve informou ter tomado conhecimento de que o serviço de esterilização vinculado ao curso de Odontologia passou a ser realizado, nesta semana, por servidores municipais. Diante da informação, representantes do movimento solicitaram esclarecimentos à direção do CCS sobre os procedimentos adotados e sobre a forma como se estabeleceu a cooperação entre a Prefeitura Municipal e a Universidade para a realização da atividade.

Na ocasião, a diretora do Centro de Ciências da Saúde, professora Maria Denise, manifestou reconhecimento à mobilização da categoria, e ao mesmo tempo, ressaltou a necessidade de manutenção de atendimentos considerados essenciais. Durante o debate, os(as) servidores(as) técnico-administrativos(as) em educação (TAEs) da Odontologia apresentaram considerações sobre a organização dos serviços, as condições de trabalho e os impactos da atual situação. Também ressaltaram que, para que uma atividade seja caracterizada como serviço essencial, seria necessário que os atendimentos fossem prestados de forma ininterrupta, 24 horas por dia, durante todo o ano.

A avaliação da categoria é de que a situação precisa ser debatida de forma transparente e as soluções precisam ser construídas coletivamente, com respeito aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. O tema deverá seguir em discussão nos próximos dias, com expectativa de novos desdobramentos.

Para encerrar as atividades da manhã, os(as) grevistas compartilharam um bolo e salschipão em referência aos cem dias de greve. O momento também simbolizou o reconhecimento da resistência e da luta da categoria ao longo desses meses de movimento paredista.

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